Segunda, 26 Mai 2025 15:03

Ancelotti faz primeira convocação, sem Neymar e Endrick lesionados

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Carlo Ancelotti foi apresentado nesta segunda-feira (26/5), como novo treinador da Seleção Brasileira, no Rio de Janeiro. E fez a primeira convocação para a próxima Data Fifa, para jogos contra Equador e Paraguai.

Presidente da CBF, Samir Xaud abriu a apresentação de Ancelotti. O dirigente afirmou que acredita no trabalho do italiano e que dará toda autonomia a ele. Coordenador executivo de seleções, Rodrigo Caetano também deu boas-vindas ao técnico de 65 anos.

“Primeiras impressões são muito bonitas. É uma honra, um grande orgulho comandar a Seleção, que é a melhor do mundo. Eu tenho um grande trabalho para fazer com que Brasil volte a ser campeão, vamos juntos. Precisamos de todos vocês. Eu fui recebido aqui com muito carinho. É a minha primeira vez, e estou muito contente. Eu estou muito animado e acho que vamos fazer um trabalho. Agradeço à CBF por me trazer aqui e ao Real Madrid por me dar essa oportunidade. O desafio é muito grande. Eu sempre digo que tenho uma conexão com este país especial. O recebimento é muito especial. Eu vou tentar realizar um trabalho com o nível máximo.”

Conexão com Brasil

“Minha conexão com o Brasil começou muito cedo, nos anos 1980, com Cerezo, Falcão e depois, com os anos, eu treinei 34 jogadores brasileiros. Mencionar todos eles, eu posso fazer, porque eu tenho boa memória, mas eu acho que é uma falta de respeito com o possível esquecimento. Mas os melhores, Ronaldo, Rivaldo, Kaká, Marcelo, Douglas Costa, Cafu, Dida, Emerson. Eu não posso esquecer Endrick, Rodrigo, Militão. Essa conexão começou muito cedo na minha carreira. Pela primeira vez eu venho ao Rio. É algo difícil, porque eu estive em todas as cidades do mundo, faltava o Rio e finalmente eu cheguei ao Rio. Eu quero aproveitar desta cidade.”

Convocação

Goleiros: Alisson (Liverpool), Bento (Al-Nassr), Hugo Souza (Corinthians);

Laterais: Alex Sandro (Flamengo), Carlos Augusto (Inter de Milão), Wesley (Flamengo) e Vanderson (Monaco);

Zagueiros: Alexsandro (Lille), Beraldo (PSG), Léo Ortiz (Flamengo), Marquinhos (PSG) e Danilo (Flamengo);

Meias: Andreas Pereira (Fulham), Andrey Santos (Chelsea), Bruno Guimarães (Newcastle), Casemiro (Manchester United), Éderson (Atalanta), Gerson (Flamengo);

Atacantes: Antony (Real Betis), Estêvão (Palmeiras), Gabriel Martinelli (Arsenal), Matheus Cunha (Manchester United), Raphinha (Barcelona), Richarlison (Tottenham), Vini Jr. (Real Madrid).

Neymar fora

“Como eu disse, nesta convocação eu tentei selecionar jogadores que estão bem. Neymar teve uma lesão há pouco tempo. Todos sabem eu Neymar é um jogador muito importante, sempre foi e sempre será. Logicamente, infelizmente, atualmente temos muitos jogadores que sofrem lesões e que não podem estar na seleção, como Neymar, que passou por uma seleção. O que eu quero dizer é que o Brasil tem muitos jogadores talentosos e logicamente, no caso específico de Neymar, contamos com ele. É a seleção nacional. O Brasil conta com ele. Ele voltou ao Brasil para jogar para se preparar bem para o Mundial. Eu falei com ele nesta manhã para explicar a ele isso e ele está totalmente de acordo. Nós assim continuamos.”

Retorno de Casemiro

“Para falar do Casemiro, na minha opinião, ele é um grande jogador. Tive a sorte de estar com ele, eu acho que a seleção precisa desse tipo de jogador, que tem carisma, personalidade, talento. Como eu disse, o Brasil sempre teve muito talento. No futebol moderno, é preciso acrescentar atitude, compromisso, sacrifício, e isso o Casemiro tem. E muitos dos que foram convocados têm isso. É um aspecto fundamental, principalmente para se preparar para o Mundial. Eu acho que, assim, nós sairemos muito bem. Hoje eu falava com o Felipe, que me deu conselhos muito bons, para preparar bem este tipo de competição. Neste sentido, eu falei muito do ambiente que podemos criar dentro da equipe, mas também em torno. Todo o país, o Brasil inteiro, pode nos ajudar.”

Utilização de jogadores brasileiros

“Os jogadores se conhecem, todos podem assistir a todos os jogos, nós, logicamente, quando se está no clube. Na Europa, os times europeus, o Flamengo, o Palmeiras, o Botafogo, se saem bem. Nós poderíamos jogar com o Botafogo no Mundial. São times acompanhados. Tem pessoas que trabalham aqui e olham. O que eu farei durante esse período é ficar mais tempo no Brasil é para conhecer a estrutura no Brasil, os times, os jogadores, os treinadores. E também, quando eu estiver um pouco férias, porque eu quero ter férias, gosto de aproveitar o Rio de Janeiro, que eu não conheço. Eu não vou dizer que vou trabalhar 360 dias ao ano, mas algum dia de férias eu vou tirar para poder aproveitar o país.”

Desempenho de Vini Jr. na Seleção Brasileira

“É difícil falar, porque o Vini não tirou sua melhor versão. Se isso não aconteceu, vai acontecer, porque é um jogador extraordinário, trabalhador, lutador. A verdade é que o jogador brasileiro tem muito carinho pela sua seleção, e pode ser que isso afete um pouco a naturalidade do pensamento, no sentido de que, às vezes, se sente muita pressão para se sair bem. Isso pode ser que não permita se sair bem. Estou totalmente convencido de que o Vini, com a sua seleção, vai mostrar a sua versão.”

O Brasil será ofensivo ou defensivo?

“É uma pergunta nobre, eu agradeço. Propositivo ou reativo? É interessante. Eu acho que, no futebol, não pode se fazer uma única leitura. Tem que ser futebol propositivo em alguns jogos e reativos em outros. Eu não gosto de time que eu treine e tenho uma identidade, significa que você só é capaz de fazer uma coisa. Se quer ter sucesso, precisa fazer muitas coisas bem. Propositivo, reativo, pressionar… Existem muitas coisas para ter sucesso. Por isso, quando me dizem, o seu time não tem uma identidade clara. Eu não quero identidade claro.”

Experiência x juventude

“Para fazer uma escolha, eu olho o passaporte. Exemplo, Casemiro está aqui, porque ele merece estar aqui pelas suas qualidades. Entre as qualidades, estão experiência, conhecimento, liderança. Não significa que está este porque é jovem. O Estevão está aqui porque tem qualidade. Logicamente a conexão com jovens traz entusiasmo, motivação e vontade. Experiência traz conhecimento, leitura das situações, liderança. Em um time, tudo isso tem que se juntar. O Estevão pode ajudar o Casemiro com o seu entusiasmo. O Casemiro pode ajudar o Estevão na atitude, no compromisso. Sempre é uma questão de conexão.”

Endrick, que jogou no Real Madri de Ancelotti, foi substituído com dores musculares na partida deste domingo (18) contra o Sevilla por La Liga, e os exames desta quarta-feira detectaram lesão. Desta forma, o jogador não terá condições de retornar a tempo para jogar pela Seleção nos primeiros jogos de Ancelotti com a Amarelinha.

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