Cuiabá (MT), domingo, 23 de setembro de 2018
Turma do Epa
Quarta, 28 de fevereiro de 2018, 22h42
Chapeu artigo

Novos rumos da economia e os "grilhões" dos impostos sobre o comércio

Ser chamado de ?empresário? nos últimos três anos, foi quase motivo de comiseração social.
Hermes Martins da Cunha  / Cuiabá-MT
Ser chamado de “empresário” nos últimos três anos, foi quase motivo de comiseração social. Nem é preciso muito para explicar. Milhares de empresários do comércio viram suas empresas sucumbir em meio à crise econômica pela qual o país passou – e digo “passou”, sendo otimista. Para entender a angústia daqueles que decidiram “arregaçar as mangas” para empreender, é preciso primeiro entender como pensam os empresários. Um “dono de empresa”, leva consigo todos os dias, a responsabilidade não só do seu negócio dar certo, mas também, a de prover o sustento de seus funcionários, de honrar os seus credores, e de atender bem seus clientes. 

Dos que suportaram as tormentas da crise, 2017 e o início de 2018, foi e está sendo tempo de reconstruir o que se perdeu, e ter muita fé para seguir em frente com o otimismo de dias melhores e de novas oportunidades para o comércio. Empresas saudáveis crescem, contratam mais, vendem mais e fazem a economia aquecer. Gera mais arrecadação para o governo, já que não há uma agulha sequer a ser vendida, que não tenha seu quinhão destinado aos cofres públicos. É o tão conhecido ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços). Em 2016, o setor de comércio e serviços representou 83,9% do total de ICMS arrecadado em Mato Grosso, ou seja, R$ 7,078 bilhões, segundo a Receita Pública da Sefaz-MT.

Como empresários, entendemos perfeitamente o importante papel do comércio na geração de impostos. Por essa lógica, entendemos também que, quanto mais vendemos, mais o Estado arrecada. Até aí, todos são unânimes em concordar. A última pesquisa que mede a intenção de consumo das famílias cuiabanas mostra um aumento na intenção de compras de 4% em fevereiro se comparado com o mês anterior. Quando a comparação é entre 2017 e 2018, o aumento na intenção de consumo para fevereiro é ainda mais considerável: 8,9%.

Com esse cenário de melhora na economia e outros indicadores como o emprego finalmente apontando uma recuperação, há de se esperar que o consumo seja incentivado, certo? Para todos os efeitos, sim. No entanto, no início do mês, a classe empresarial voltou a temer que esse “respiro” na economia seja duramente sufocado com uma nova taxação sobre o comércio. É que o governo do Estado anunciou a possibilidade de criação de um “Fundo de Estabilização”. Em outras palavras: com a falta de dinheiro nos cofres públicos, a solução encontrada pelo Executivo foi aumentar a carga de impostos sobre os empresários.

Mais uma vez, deixamos claro que entendemos a necessidade de arrecadação, desde que o dinheiro que o consumidor paga nos produtos em impostos, seja bem empregado e retorne em serviços públicos de qualidade. Mas a questão no momento econômico atual, nem é essa. O questionamento que a classe empresarial quer dar voz à essa proposta do governo é: aumentar impostos, deixando os produtos e serviços mais caros (visto que a carga tributária é repassada ao consumidor), por consequência reduzindo o consumo, vai mesmo promover mais arrecadação para o Estado? 

A pergunta óbvia não tem o objetivo de provocar negativamente. Ao contrário, a classe empresarial almeja condições de crescer, desenvolver e promover uma economia ativa que contribua, por meio do consumo, para o equilíbrio nas contas públicas. Entretanto, entendemos que, para isso, primeiro, é preciso um equilíbrio fiscal. É uma balança sensível, e que se for usada com pesos errados, pode gerar um efeito contrário e desastroso. Pensemos nisso!   

Hermes Martins da Cunha – Presidente da Fecomércio-MT.

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Eparre

 Sufoco


Pedro Taques está no sufoco. Vê o fim do mandato sem vislumbrar uma perspectiva de renovação. Há apostas de que a carreira política do governador termina em 31/12 engolfada pelas incoerências que não conseguiu suplantar.

 Resistencia


O Comitê Eleitoral de Taques vai levar a resistência até o final numa aposta de que MM reflua num segundo turno como já aconteceu anteriormente por mais que eleições não se repetem. As defecções que podem afetar o governador na reta final ainda não se verificaram e a diáspora, por enquanto, parece contida.

 Renovação ou mais do mesmo?


Há quem aposte numa renovação nos quadros da Assembleia Legislativa, mas, fala-se, pelos cantos, em mais do mesmo. Tem-se uma razão: após a onda de prisões preventivas ou temporárias ou noticiário se amenizou e trouxe esperanças a quem pretende continuar. Por enquanto, dúvida atroz.

 Calote da AL


A Assembleia Legislativa vem usando um expediente para serenar os ânimos da mídia: renovar as esperanças de recebimento de valores que sequer foram processados no ano devido (2016). A "Notificação Extrajudicial" promovida pelos prejudicados, se não foram perfiladas nos tais "Restos a Pagar" serão apenas mais uma frustração. A operação.

 Cala a boca


A operação recebeu um nome bem apropriado: "Cala a boca". Os esperançosos de que os trocados irriguem os cofres preferem não se exaltar, mas, os endividados não parecem dispostos a buscar um eventual SPCiro para se haverem com as respectivas obrigações.

 Operação Esparadrapo


O Executivo preferiu outro caminho: processou devidamente os Restos a Pagar e editou um decreto para garantir o pagamento das dívidas em 11 meses sem juros ou correção monetária. Ninguém garante, no entanto, que um novo chefe, apesar da impessoalidade da administração pública, leve isso a sério quando assumir. Esta operação tem recebido um nome hospitalar: "Esparadrapo".

Eparre

Sexta, 16 de fevereiro de 2018
K.W.
Estranha a edição. Essas agressões na Fecomercio não são gratuitas. Há muita sede de poder. Só pode.

Sexta, 15 de dezembro de 2017
Juvenal
Respondendo ao amigo.
Ficou para depois do carnaval..
Vai Brasillll!!!

Sexta, 08 de dezembro de 2017
Roberto Alves
Alguém acredita que a reforma da previdência sai em 2017?

Terça, 15 de agosto de 2017

Vocês estão todos no grampo. Se não for ilegalmente alguém da Justiça já deve ter determinado grampo em vocês. Ta todo mundo quietinho e aprovando prisão de qualquer jeito e vocês acham que prisão é pro cara ficar no bem bom?

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