Cuiabá (MT), terça, 17 de outubro de 2017
Turma do Epa
Terça, 10 de outubro de 2017, 14h00
Chapeu DELAÇÃO

Maggi retruca: "Banco não aceita aval verbal"

Suporte documental esvazia denúncia de Martelli
Itamar Perenha  / Cuiabá-MT

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, esvazia as acusações feitas sobre a implantação de créditos tributários indevidos a transportadores, entre elas a Martelli e Bergamaschi, que teriam concordado em pagar débitos de R$ 23 milhões do grupo político liderado pelo ministro, à época governador do Estado, cuja responsabilidade teria sido repassada a Silval Barbosa como condição para assumir o governo.

Ararath e Malebolge

Tais denúncias foram formuladas nas Operações Ararath e Malebolge com o envolvimento de Eder Moraes e Marcel de Cursi, um, ex-Casa Civil e outro, ex-secretário de Fazenda no governo Silval, com o primeiro atravessando duas gestões em condições diferentes e compõem o acervo da “Delação Monstruosa”, também segundo o ministro do STF Luiz Fux, com operações triangulares, indiretas e outros expedientes a transferir responsabilidades financeiras de um grupo político para outro.

Com relação a Blairo Maggi há, ainda, uma reunião, na sede do Grupo Amaggi, onde teriam comparecido Éder Moraes, o próprio ministro, Genir Martelli e Marcel de Cursi, este último a garantir que o crédito tributário decorrente do ICMS devido pelas transportadoras seria absorvido pela BR Distribuidora nas compras de combustíveis.

Ainda que a reunião tenha existido, possibilidade admitida pelo ministro entre “as milhares de reuniões de que já participou por força de exercer cargos públicos”, o ex-secretário de Fazenda, Marcel de Cursi, apenas teria confirmado um benefício tributário a um setor – o de transporte de cargas – que passava por dificuldades no período.

Testemunho de morto

Genir Martelli teria invocado o testemunho de um morto que, se vivo fosse, teria confirmado a reunião onde a Transportadora teria assumido a responsabilidade pelo pagamento de 16 notas promissórias de R$ 1,35 milhão, cada, até perfazerem o total de R$ 16,5 milhões junto ao Bic Banco, representado pelo gerente Luiz Cuzziol, que, segundo o delator, teria conhecimento de toda a transação.

E quanto a este principal capítulo da delação, Maggi retruca com a irrespondível pergunta onde indaga que Banco, no mundo, aceitaria um aval verbal a qualquer transação?

E este site faz a observação que vem se tornando recorrente: a cada assunto mais grave invocam-se ações ou testemunhos de pessoas já falecidas quando seriam imprescindíveis ao deslinde de negócios obscuros.


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Eparre

 Mutirão Fiscal em Várzea Grande


Há esperanças de que o "Mutirão Fiscal", na verdade um processo conciliação realizado com apoio do Tribunal de Justiça, contribua para engrossar o caixa da Prefeitura de Várzea Grande e com isso suprir o 13º salário e outras despesas correntes represadas.

 Salários em dia


De repente, a obrigação de pagar servidores nas datas que são destinadas a que cada um receba o que lhe é devido, passou a ser considerado uma demonstração de competência e aplicação dos Poderes Executivos.

 Pagar salário é obrigação


Pagar salários é obrigação. Pagar em dia, também. Quem trabalha contrata serviços, contrai dívidas no mercado às quais deve prover nos respectivos vencimentos. O que vale para empregado em relação aos compromissos assumidos, vale, também, para os condutores dos negócios públicos.

 Comprometimento


Isso não subtrai, em verdade, o comprometimento do gestor público ao priorizar as folhas de pagamento. Ao fazer isso está proporcionando instrumentação para que a própria economia local mantenha impulso e dê retorno aos cofres públicos.

 Impostos atrasados


A capacidade contributiva dos moradores de Várzea Grande, em verdade, nunca foi tão grande. O município, apesar de dispor de empresas frigoríficas de porte e até de ter recebido a alcunha de "Cidade Industrial" não faz jus a esse tipo de denominação. A cidade é tida por "dormitório" em que a maioria trabalha fora por ausência de empreendimentos capazes de empregar decentemente a população.

 Obrigações fiscais


A "Cidade Industrial" também é notória pela leniência com que foi conduzida a tributação, principalmente no que se refere aos impostos de alçada municipal, exceção ao ISSQN. Houve politicagem com a isenção ou valores venais muito baixos em relação a impostos patrimoniais e isso torna recorrente o atraso no pagamento de tributos.

Eparre

Terça, 15 de agosto de 2017

Vocês estão todos no grampo. Se não for ilegalmente alguém da Justiça já deve ter determinado grampo em vocês. Ta todo mundo quietinho e aprovando prisão de qualquer jeito e vocês acham que prisão é pro cara ficar no bem bom?

Sexta, 04 de agosto de 2017
Ubiraci Carvalho
Caramba! Que rolo togado esses tais grampos. É um envolvendo o outro e outro envolvendo o um e mais um. VOte.

Sexta, 04 de agosto de 2017
K.W
Por mais que o povão gosta da desgraça alheia é bom ficar claro que prisão não é sala de suplício. Ou precisa desenhar?

Sexta, 04 de agosto de 2017
Odacil Ferreira
Gosto da informação apurada como estas que vcs publicam. E a seriedade com que tratam o assunto. As posições onde vcs se expressam através da coluna são absolutamente corretas. Querem fazer os militares bodes expiatórios e passarem por cima das leis. Onde já se viu querer mandar um coronel ex-comandante da PM, um ex-chefe da Casa Militar para um Presídio de segurança máxima? Regime Diferenciado é para cumprimento de pena ou excepecionalíssimo e não para servir a mesquinharias e a jogo de vaidades.

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