Cuiabá (MT), domingo, 23 de setembro de 2018
Turma do Epa
Terça, 03 de outubro de 2017, 12h52
Chapeu GRAMPOS

O desmonte do secretariado de Taques

Por escutas que começaram antes da gestão, governo é posto em cheque
Itamar Perenha  / Cuiabá-MT

Começou por Rogers Jarbas, Secretário de Segurança Pública, usando tornozoleira eletrônica e que foi exonerado “a pedido”.

Agora o cel. Airton Benedito Siqueira, Secretário de Justiça e Direitos Humanos, também pede exoneração.

Já estavam presos os coronéis Zaqueu Barbosa, ex-comandante da Polícia Militar e Evandro Lesco, ex-chefe da Casa Militar.

Paulo Taques, ex-secretário-chefe da Casa Militar, foi o primeiro a ser afastado, com a incumbência de protagonizar a defesa técnica do governador, mas, acabou defenestrado e preso preventivamente, mesmo, por suas vinculações à “grampolândia” por violação de sigilo telefônico de uma amante e de uma assessora. É, ao menos, o que se propalou até agora, sob diferentes motivações.

As prisões preventivas tiveram decisões interlocutórias proferidas pelo desembargador Orlando Perri, a pedido da delegada Ana Cristina Feldner, responsável pela condução das investigações a cargo do Tribunal acerca da “Grampolândia Pantaneira”.

Gênese das escutas telefônicas clandestinas

A tal “Grampolândia Pantaneira”, na verdade, começou bem antes desse governo e não há uma data de corte específica. Sugere-se um episódio de escuta clandestina envolvendo policiais militares numa fase da campanha sucessória, mas, sibila-se – usa-se esse verbo por ser mais próprio – que tenha começado muito antes. E o sibilar não deixa a onomatopeia pela ausência de elementos com a robustez necessária para avivar a fala mais incisiva.

A exibição das cenas de deputados gravados recebendo dinheiro no anexo à sala do ex-governador Silval Barbosa, sugerem que a prática de grampos ou era “defensiva” ou se praticava livremente e não como coisa de agora.

A “grampolândia” teria envolvido o próprio TJ/MT que, em determinada fase, teria promovido a escuta de juízes de primeiro grau e de colaterais sem jurisdição devida. Parece fato irrelevante e bastante longe do episódio presente e sobre o qual não existe, ainda, clareza suficiente, tampouco interesse de agir.

A queda de parte do secretariado

A queda de parte do secretariado acontece num momento em que as respectivas pastas ganhava mais evidência devido à colheita de resultados positivos.

Inegável que a Segurança Pública reduziu os índices de violência e a Polícia Judiciária Civil ficou mais apetrechada para levar a cabo a tarefa repressiva.

A Polícia Militar se fazia mais presente, de forma ostensiva, com meios e capacidade de resposta como se pode constatar numa simples olhada nos noticiários.

As “medidas cautelares” aplicadas ao delegado Rogers Jarbas parecem desproporcionais ao resultado de sua gestão frente a pasta.

Idem, quanto ao Cel PM Siqueira, na Secretaria de Justiça e Direitos Humanos e a ação incisiva ao evitar consequências maiores no episódio do Presídio Ferrugem, em Sinop demonstrando capacidade de enfrentamento às fragilidades do Sistema Penitenciário Estadual, em processo gradativo de melhora.

Estes são fatos.

De resto ainda sobram doses de uma espécie de surrealismo fantástico nas prisões e delação de militar – TCel Henrique Soares – por atos preparatórios, para ficar no mínimo, de uma frustrada operação de escuta ambiental do desembargador Orlando Perri, condutor das investigações, que desmantelou o suposto grupo, a golpes de tinta e caneta.

A “tutela” do Executivo

A “Grampolândia Pantaneira”, apesar das nuances grotescas a gerar perplexidades, não afasta uma espécie de sutil tutela sobre o Poder Executivo, diante das reações mais veementes do governador.

José Adolpho Avelino Vieira, ex-secretário-chefe da Casa Civil, também caiu por um motivo prosaico: o suposto envolvimento com uma fraude no protocolo, para evitar que uma peça acusatória, lavrada pelo ex-secretário de Segurança Pública, Mauro Zaque, denunciando os tais grampos clandestinos, chegasse ao conhecimento do governador do Estado.

E, por fim, nesta espécie de falência do jogo de dominó, tem-se o afastamento preventivo de Kleber Lima, chefe do Gabinete de Comunicação Social, por estranha ironia, abatido por “gravações clandestinas”, gestadas por servidores efetivos, a sugerir abusos de natureza moral e até sexual na repartição incumbida da política de comunicação do governo.

E nesse caso, como de costume, sem qualquer ação prévia do acusado na própria defesa, sem ausculta a pareceres do Ministério Público, já que os magistrados destes ofícios não se quedam à condição de homologadores de pareceres ministeriais como se este não fosse o papel dos fiscais da lei.

Há um novo medicamento na praça na substituir a cansada Maracujina: Calman! 


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Eparre

 Sufoco


Pedro Taques está no sufoco. Vê o fim do mandato sem vislumbrar uma perspectiva de renovação. Há apostas de que a carreira política do governador termina em 31/12 engolfada pelas incoerências que não conseguiu suplantar.

 Resistencia


O Comitê Eleitoral de Taques vai levar a resistência até o final numa aposta de que MM reflua num segundo turno como já aconteceu anteriormente por mais que eleições não se repetem. As defecções que podem afetar o governador na reta final ainda não se verificaram e a diáspora, por enquanto, parece contida.

 Renovação ou mais do mesmo?


Há quem aposte numa renovação nos quadros da Assembleia Legislativa, mas, fala-se, pelos cantos, em mais do mesmo. Tem-se uma razão: após a onda de prisões preventivas ou temporárias ou noticiário se amenizou e trouxe esperanças a quem pretende continuar. Por enquanto, dúvida atroz.

 Calote da AL


A Assembleia Legislativa vem usando um expediente para serenar os ânimos da mídia: renovar as esperanças de recebimento de valores que sequer foram processados no ano devido (2016). A "Notificação Extrajudicial" promovida pelos prejudicados, se não foram perfiladas nos tais "Restos a Pagar" serão apenas mais uma frustração. A operação.

 Cala a boca


A operação recebeu um nome bem apropriado: "Cala a boca". Os esperançosos de que os trocados irriguem os cofres preferem não se exaltar, mas, os endividados não parecem dispostos a buscar um eventual SPCiro para se haverem com as respectivas obrigações.

 Operação Esparadrapo


O Executivo preferiu outro caminho: processou devidamente os Restos a Pagar e editou um decreto para garantir o pagamento das dívidas em 11 meses sem juros ou correção monetária. Ninguém garante, no entanto, que um novo chefe, apesar da impessoalidade da administração pública, leve isso a sério quando assumir. Esta operação tem recebido um nome hospitalar: "Esparadrapo".

Eparre

Sexta, 16 de fevereiro de 2018
K.W.
Estranha a edição. Essas agressões na Fecomercio não são gratuitas. Há muita sede de poder. Só pode.

Sexta, 15 de dezembro de 2017
Juvenal
Respondendo ao amigo.
Ficou para depois do carnaval..
Vai Brasillll!!!

Sexta, 08 de dezembro de 2017
Roberto Alves
Alguém acredita que a reforma da previdência sai em 2017?

Terça, 15 de agosto de 2017

Vocês estão todos no grampo. Se não for ilegalmente alguém da Justiça já deve ter determinado grampo em vocês. Ta todo mundo quietinho e aprovando prisão de qualquer jeito e vocês acham que prisão é pro cara ficar no bem bom?

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