Cuiabá (MT), quarta, 21 de fevereiro de 2018
Turma do Epa
Sexta, 08 de setembro de 2017, 14h14
Chapeu INCOMUM

Governador pede suspeição de promotor

Mauro Zaque chefia investigações sobre secretários.
Itamar Perenha  / Cuiabá-MT

O governador requereu, ao procurador-geral, a suspeição do promotor Mauro Zaque para investigar os secretários Kleber Lima e Marcelo Duarte, invocando disposições da legislação penal que veda a “inimigos declarados” a condução de investigações contra a parte inserta nessa vedação.

Pedro Taques e Mauro Zaque, o primeiro, governador e o segundo, ex-secretário de Segurança, protagonizaram um ruidoso espetáculo de rompimento com acusações recíprocas em que fraude e prevaricação encabeçaram os indícios de ilícitos penais suscitados por cada um.

Zaque acusou Taques de ter ciência, via representação de seu, então secretário de Segurança, de interceptações telefônicas ilegais e Taques, por sua vez, acusou o promotor de ter obtido fraude no sistema de protocolo para que dois expedientes, com a mesma numeração, fossem endereçados ao governador mediante ritos diferentes: o expediente encaminhado pelo ex-secretário, com caráter de confidencialidade teria que obedecer a ritmo próprio para esse tipo de documentação e, em lugar deste rito, seguiu-se o rito ordinário de uma reivindicação produzida pela Câmara de Vereadores de Sinop, documento tipicamente público e sem quaisquer cuidados em relação aos trâmites exceto os encaminhamentos a quem se direcionavam os pedidos.

Investigações transversas

Para influenciar nas investigações Mauro Zaque teria, na interpretação que se pode aduzir do expediente interposto pelo governador, impulsionado expedientes acusatórios contra o secretário-chefe do Gabinete de Comunicação, Kleber Lima e contra Marcelo Duarte, secretário de Infraestrutura, numa manobra colateral produzida no Ministério Público do Estado.

Como os secretários conduzem, pela natureza dos próprios cargos, a política governamental das respectivas pastas implantadas pelo governador, a forma como se conduzem as investigações seriam, de forma transversa, uma investigação contra o próprio governador por refletirem na avaliação indevida da conduta do chefe do governo.

E ganham destaque na imprensa acusações formuladas contra o secretário-chefe do Gabinete de Comunicação por servidores insatisfeitos com a condução imprimida à comunicação governamental, num primeiro caso enveredando por questões técnicas tomadas de forma isolada e fora de contexto, principalmente quando servidores concursados insistem num certo “personalismo” pela citação nominal do governador nos releases e peças produzidas para a imprensa como se fosse possível dissociar a natureza estereotípica do governador do nome Pedro Taques em nome de uma suposta despersonalização da notícia.

Bom lembrar, neste caso, que todas as mídias massivas, produzidas pelo Gabinete de Comunicação, mantém a vinheta chanceladora do “Governo de Mato Grosso” em todas as peças, sejam impressas, digitais, videotapes, spots e outras formas de comunicação adequadas aos respectivos meios.

Da mesma forma não se pode negar ao chefe de gabinete, a autoridade necessária para dispor dos recursos humanos segundo a capacitação e alinhamento de cada um, no tange ao exercício profissional, à política definida pelo governo. O servidor público, mesmo concursado e, por isso, também efetivado, não pode formular ao seu bel prazer ou concepção, política de comunicação numa seara em que esta foi definida e incumbida, por delegação, a uma chefia segundo o organograma da estrutura administrativa do Estado.

Como servidores concursados são, teoricamente,  “indemissíveis” – salvo procedimento próprio - devem, no exercício profissional, tratar o ofício público que exercem segundo o que lhes é determinado com o devido distanciamento às questões ideológicas próprias se o que lhes é requerido no trabalho se insere no quadro geral de deveres de cada um.

Idêntido questionamento se faz em relação ao secretário Marcelo Duarte, da Infraestrutura, também investigado transversalmente, como forma de atingir o próprio governador do Estado, responsável maior pelas políticas governamentais que delegados aos demais coadjuvantes no exercício da gestão pública.


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Eparre

 Trolada


Eduardo Botelho ainda se ressente da "trolada" numa entrevista coletiva à imprensa. Acossado por jornalistas, o presidente da Assembleia Legislativa sucumbiu à enxurrada de perguntas e à confusão gerada na própria coletiva.

 Queimação


A assessoria de imprensa, nestas circunstancias, sai, invariavelmente, chamuscada do episódio. Há quem já fale em rescisões de contratos de trabalho ainda que o deputado, ao longo do mandato, não tenha promovido inovações próprias a quem ascende a tamanha liderança no Legislativo.

 Herança


Eduardo Botelho também herdou um passivo com prestadores de serviço na Assembleia Legislativa capazes de lhe garantir a má vontade de setores da imprensa. Muitos contabilizam prejuízos por mais de 2 anos sem receberem pagamentos devidos. Por certo, a "trolada", lembre ao deputado que, além das emendas parlamentares, há obrigações capazes de gerar bom prejuízo a sua imagem, proporcional às esperanças depositadas depois que assumiu o cargo e só atendeu a jornalistas quando lhe convinha e conforme lhe convinha.

 Fim de carreira


O anúncio do fim de carreira de Blairo Maggi abre perspectivas para dois eventos políticos: manutenção do grupo que está no governo ou o início de uma diáspora capaz de comprometer a reeleição de Taques, ou, ao menos, torná-la mais difícil.

 Complicações eleitorais


Há quem veja confusão no quadro político com esta mexida no tabuleiro, mas, o mais provável e que Blairo seja, novamente, candidato na certeza de que terá lugar assegurado em qualquer outro governo na área que domina tão bem. Para uns, a "raposa cuidando do galinheiro", para outros, compromisso com o setor que mais ajudou o país a aguentar a crise. Opiniões ao gosto do freguês.

Eparre

Sexta, 16 de fevereiro de 2018
K.W.
Estranha a edição. Essas agressões na Fecomercio não são gratuitas. Há muita sede de poder. Só pode.

Sexta, 15 de dezembro de 2017
Juvenal
Respondendo ao amigo.
Ficou para depois do carnaval..
Vai Brasillll!!!

Sexta, 08 de dezembro de 2017
Roberto Alves
Alguém acredita que a reforma da previdência sai em 2017?

Terça, 15 de agosto de 2017

Vocês estão todos no grampo. Se não for ilegalmente alguém da Justiça já deve ter determinado grampo em vocês. Ta todo mundo quietinho e aprovando prisão de qualquer jeito e vocês acham que prisão é pro cara ficar no bem bom?

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