Cuiabá (MT), quinta, 17 de abril de 2014
Turma do Epa
Quinta, 24 de março de 2011, 18h13
Chapeu BOI SONSO

Paralisação do frigorífico Mata Boi pode não ser calote. Ainda!

Pecuaristas receiam que a justificativa de falta de caixa seja pretexto para pedido de recuperação judicial e posterior calote
Itamar Perenha  / Cuiabá-MT

 

Os pecuaristas reagiram com apreensão à notícia do fechamento temporário do Frigorífico “Mata Boi” em Rondonópolis, temendo mais um golpe no setor. Escaldados pelos prejuízos do 4 Marcos, Frialto, Estrela e Arantes Alimentos, entre outros, temem mais um calote na praça.
 
Pecuaristas da região sul do Estado, responsáveis pela maior parte do fornecimento das cerca de 600 cabeças/dia levadas a abate na planta de Rondonópolis, receiam que a justificativa de “descompasso no fluxo de caixa”, concedida à guisa de explicação para a interrupção dos pagamentos, seja, ao fim, mais um doloroso processo de “recuperação judicial”, como de praxe, lento, arrastado e com prejuízos aos produtores.
 
Luciano Vacari, superintendente da ACRIMAT (Associação dos Criadores de Mato Grosso) concedeu entrevista coletiva à imprensa constatando a interrupção da escala de abate sem, contudo, conseguir contato com o responsável pelo Grupo Industrial “Mata Boi”, com o prenome de Murilo, para afastar os temores dos pecuaristas.
 
Privilégios ao JBS e Marfrig
 
Na visão da ACRIMAT há, além dos problemas de gestão próprios de cada planta industrial que provocaram a sucessão de calotes, uma questão de fundo: os privilégios concedidos aos grupos JBS e Marfrig que, a pretexto de se internacionalizarem, receberam polpudos empréstimos subsidiados do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Foi assim que as duas empresas, somadas ao Frigorífico Bertin, conseguiram adquirir plantas industriais importantes na Argentina, Estados Unidos, Itália, entre outros países, privando os pequenos e médios frigoríficos nacionais de terem acesso a uma fonte de recursos a juros atraentes. O problema, segundo Vacari, é que essa atração aconteceu em detrimento do expressivo mercado produtor nacional e, em particular, Mato Grosso, onde o JBS, a despeito de sustentar-se com empréstimos subsidiados por todos nós, fechou a planta de Cáceres, deixando de gerar negócios e empregos aqui para criá-los em outras partes do mundo.
 
“Trata-se de uma política industrial claramente equivocada e danosa à indústria brasileira processadora de carne onde há, progressivamente, menos competição. Isso é uma evidente contradição, uma concepção política pública incompatível com a posição ocupada pelo Brasil de grande produtor de carne bovina mundial, e, em especial Mato Grosso, detentor do maior rebanho nacional”, completou.
 
Reestruturação do setor
 
Luciano Vacari procura vocalizar o pensamento dos pecuaristas que descartam a possibilidade de virem, no futuro, por associações ou movimentos cooperativos, gerir unidades frigoríficas. Para ele algumas experiências foram mal sucedidas o que demonstra que a vocação da classe se expressa, com maior competência, da porteira para dentro, onde conseguem produzir, de forma competitiva, em custos e qualidade. “É esperar os desdobramentos dessa paralisação do abate em Rondonópolis, buscar mais informações junto aos empresários responsáveis pelas plantas industriais e torcer para que o “Mata Boi” retome os pagamentos e se mantenha em atividade. Por ora, apenas esperança”, finalizou.
 

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Eparre

 Pezinhos


Jornalista de "Epoca" certamente desceu no Aeroporto em Mato Grosso calçando sapatilhas de bailado. Aí reclamou sujar os pezinhos ao atravessar partes do canteiro de obras protegidas por compensados servindo de piso. A crítica ao "improviso de tapumes" é completamente desconectada.

 Cuidados


Era de se supor que uma revista do porte da "Época" - doravante vou escrever "época" - tivesse, ao menos, o cuidado de se cercar de uma assessoria técnica para não sair escrevendo sandices, desfilando ignorância com o único fim de desqualificar o trabalho que se realiza.

  Omelete

Como se sabe "não se faz omelete sem quebrar os ovos". Reformas em Aeroportos são feitas com as instalações em uso. Faz-se o possível para se manter o atendimento naquilo que é essencial. Até agora, apesar das obras e graças a elas, inclusive, ao que se sabe o movimento de "Partidas e Chegadas" continua normal.

 Desconfortos


Em obra dessa envergadura, com os espaços estreitados para movimentação de equipamentos e outras restrições pela própria natureza da reforma, é impossível não se sujeitar a algum desconforto agora em troca de melhores condições futuras.

 "Bondes"


Para depreciar o Veículo Leve sobre Trilhos - VLT - a revista "época" insiste em chamar as futuras composições de "bondes". Só pode ser uma composição de texto irônica, pois, até para repórteres oligofrênicos seria uma comparação disparatada.

 Festival de bobagens


A "revistinha", por certo, julga estar tratando com um monte de botocudos seduzidos por bugigangas. O "amontoado de expressões desconexas" é a exposição em grau mais alto do "complexo de vira-latas" que vem sendo potencializado pela mídia em geral e pela Globo e suas excrecências associadas como a "época", com propósitos políticos menores. É, no fundo, sabotagem contra o país. Seria interessante que a Globo e seus penduricalhos pagassem as multas e impostos decorrentes de sonegação fiscal que beiram os R$ 947 milhões. Aol que se sabe a "Vênus Platinada" ainda não se compôs com os cofres da União como a grande parte dos contribuintes brasileiros.

 Investida antinacional

A "reporcagem" é mais uma investida antinacional. Paga-se, hoje, o preço de terem salvo a Globo da falência na sua aventura com a Globocabo. A emissora que se projetou servindo à ditadura e usufruindo das benesses da redemocratização usando créditos privilegiadíssimos do BNDES para a construção do PROJAC deveria ser pontual em seus compromissos na condição de contribuinte e de devedora de instituições de crédito estatais ao invés de fazer parte da "torcida contra".

 Globo e Copa

A Globo sempre se manteve à frente nos "direitos de transmissão" da Copa do Mundo. Só não se sabia que fazia os pagamentos por vias transversas através de empresas offshore no mesmo estilo dos bucaneiros que lavam dinheiro. Por sinal, a multa aplicada à Globo pela Receita Federal do Brasil, não tem origem lá tão diferente das "operações de lavagem de dinheiro" que, ultimamente, infestam o noticiário.

Eparre

Quarta, 16 de abril de 2014
Plinio
O Taques vai pra campanha em boa companhia. Tudo o que não presta na política vai agarrar na barra da calça dele.

Quarta, 16 de abril de 2014
Tércio Neves
Porque vcs não acompanham o promotor Sergio Tatiy que desde fevereiro de 2012 está investigando o "Mato Grosso 100% Equipado"? Vcs estão faturando a Amaggi também? Não vi uma notinha a respeito.

Quarta, 16 de abril de 2014
Edna Amorim
Sou amiga do João Emanuel e sei do sofrimento que ele está passando. Emagreceu e perdeu o sorriso feliz mostrado por ele e a Janaína. Vocês também estão destruindo a vida dele.

Terça, 15 de abril de 2014
Oséias Machado
Concordo com o site. O texto em defesa do João Emanuel é, como vocês mesmo dizem, uma "reporcagem"!

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Mulher tenta passar, sobre a corda bamba, de um caminhão para outro, EM MOVIMENTO.
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