Cuiabá (MT), quinta, 24 de julho de 2014
Turma do Epa
Quinta, 24 de março de 2011, 18h13
Chapeu BOI SONSO

Paralisação do frigorífico Mata Boi pode não ser calote. Ainda!

Pecuaristas receiam que a justificativa de falta de caixa seja pretexto para pedido de recuperação judicial e posterior calote
Itamar Perenha  / Cuiabá-MT

 

Os pecuaristas reagiram com apreensão à notícia do fechamento temporário do Frigorífico “Mata Boi” em Rondonópolis, temendo mais um golpe no setor. Escaldados pelos prejuízos do 4 Marcos, Frialto, Estrela e Arantes Alimentos, entre outros, temem mais um calote na praça.
 
Pecuaristas da região sul do Estado, responsáveis pela maior parte do fornecimento das cerca de 600 cabeças/dia levadas a abate na planta de Rondonópolis, receiam que a justificativa de “descompasso no fluxo de caixa”, concedida à guisa de explicação para a interrupção dos pagamentos, seja, ao fim, mais um doloroso processo de “recuperação judicial”, como de praxe, lento, arrastado e com prejuízos aos produtores.
 
Luciano Vacari, superintendente da ACRIMAT (Associação dos Criadores de Mato Grosso) concedeu entrevista coletiva à imprensa constatando a interrupção da escala de abate sem, contudo, conseguir contato com o responsável pelo Grupo Industrial “Mata Boi”, com o prenome de Murilo, para afastar os temores dos pecuaristas.
 
Privilégios ao JBS e Marfrig
 
Na visão da ACRIMAT há, além dos problemas de gestão próprios de cada planta industrial que provocaram a sucessão de calotes, uma questão de fundo: os privilégios concedidos aos grupos JBS e Marfrig que, a pretexto de se internacionalizarem, receberam polpudos empréstimos subsidiados do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Foi assim que as duas empresas, somadas ao Frigorífico Bertin, conseguiram adquirir plantas industriais importantes na Argentina, Estados Unidos, Itália, entre outros países, privando os pequenos e médios frigoríficos nacionais de terem acesso a uma fonte de recursos a juros atraentes. O problema, segundo Vacari, é que essa atração aconteceu em detrimento do expressivo mercado produtor nacional e, em particular, Mato Grosso, onde o JBS, a despeito de sustentar-se com empréstimos subsidiados por todos nós, fechou a planta de Cáceres, deixando de gerar negócios e empregos aqui para criá-los em outras partes do mundo.
 
“Trata-se de uma política industrial claramente equivocada e danosa à indústria brasileira processadora de carne onde há, progressivamente, menos competição. Isso é uma evidente contradição, uma concepção política pública incompatível com a posição ocupada pelo Brasil de grande produtor de carne bovina mundial, e, em especial Mato Grosso, detentor do maior rebanho nacional”, completou.
 
Reestruturação do setor
 
Luciano Vacari procura vocalizar o pensamento dos pecuaristas que descartam a possibilidade de virem, no futuro, por associações ou movimentos cooperativos, gerir unidades frigoríficas. Para ele algumas experiências foram mal sucedidas o que demonstra que a vocação da classe se expressa, com maior competência, da porteira para dentro, onde conseguem produzir, de forma competitiva, em custos e qualidade. “É esperar os desdobramentos dessa paralisação do abate em Rondonópolis, buscar mais informações junto aos empresários responsáveis pelas plantas industriais e torcer para que o “Mata Boi” retome os pagamentos e se mantenha em atividade. Por ora, apenas esperança”, finalizou.
 

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Eparre

 Band/MT


Becari, diretor-presidente do Grupo Band/MT, encontra-se hospitalizado em São Paulo e sob rigoroso tratamento médico. Entre as limitações que lhe foram impostas está a gestão dos interesses de seu grupo através de visitas periódicas de seus Diretores para tocar o dia a dia da admimistração.

 Por cautela


De gênio forte e avesso a recomendações médicas, Becari fui submetido a tratamento que lhe impõe maior disciplina e afastamento de uma rotina estressante do dia a dia da qual não gostava de se afastar. Esse distanciamento é uma etapa necessária ao seu tratamento.

 Grilagem de horário eleitoral


A cultura da grilagem, tão comum em áreas públicas urbanas e rurais, é um dado cultural relevante no Estado. Daí não se estranhar que essa "cultura da grilagem" tenha chegado ao horário eleitoral gratuito do Rádio e Televisão na propaganda partidária. A vítima mais recente foi o DEM.

 Quem diria?


O DEM ainda reúne as maiores raposas da política matogrossense. O que ninguém se deu conta é que os "pseudo-aliados" (falsos aliados) tinham apenas um propósito: acrescentar alguns minutinhos na composição do horário eleitoral gratuito. A "grilagem" fez uma vítima importante: o senador Jaime Campos que, tardiamente, percebeu a diáspora dos "aliados" em direção à candidatura de Wellington Fagundes (PR), candidato ao senado de outra coligação.

 Conivência


Claro que a ação teve coniventes no círculo mais próximo do candidato a governador Pedro Taques que, com o afastamento de Jaime, passa a refinar o discurso e a investir-se do "novo".

 Grande novidade


Para um "demista de quatro costados", daqueles com raízes no antigo PDS e depois PFLT, o que se quer de novo na política são as atitudes e é preciso coragem para ter, inclusive, lealdade política. Para a prática política mais obscena, como a traição covarde de que foi vítima Jaime Campos (mesmo para quem não gostaria de votar nele) não basta ser apenas um chavão "Coragem e Atitude para Mudar". É palavrório inútil diante da falta de caráter generalizada que se demonstrou. Essa é a marca que vai caracterizar esse "grupelho político".

Eparre

Quarta, 23 de julho de 2014
Cláudio Pereira
Li com atenção. Tem lógica. Em política vale tudo mesmo e o feio é perder. Jaime saiu sem tussir nem mugir. Sangue de barata x "sangue gelado". Não é um bom título para uma reportagem de vocês? Agora estou me dando conta de que não deve ter Partido Político disposto a financiar vocês. Até onde vai o site?

Quarta, 23 de julho de 2014
Leomir
Putyz. Que trambicagem. E é esse pessoal que se propoe a moralizar a política no Estado e sai por aí dizendo que os outros e que são corruptos?

Quarta, 23 de julho de 2014
Odacir
Como é que o Julinho, um bagre ensaboado, caiu numa dessa. Alguma vantagem ela estava vendo e se distraiu. Aí o pessoal, vapt vupt. Rasterou.

Quarta, 23 de julho de 2014
Plinio
Os Campos só queriam fazer o debut do Julio Neto na política. Ficaram tão enceguerados por isso que não perceberam que lidavam com trambiqueiros mais atualizados. É a geração "selfie", meus caros. Rápidos como nunca e aí o pessoal às antigas, do tempo da lealdade se ferrou...

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