Cuiabá (MT), quarta, 01 de outubro de 2014
Turma do Epa
Quinta, 24 de março de 2011, 18h13
Chapeu BOI SONSO

Paralisação do frigorífico Mata Boi pode não ser calote. Ainda!

Pecuaristas receiam que a justificativa de falta de caixa seja pretexto para pedido de recuperação judicial e posterior calote
Itamar Perenha  / Cuiabá-MT

 

Os pecuaristas reagiram com apreensão à notícia do fechamento temporário do Frigorífico “Mata Boi” em Rondonópolis, temendo mais um golpe no setor. Escaldados pelos prejuízos do 4 Marcos, Frialto, Estrela e Arantes Alimentos, entre outros, temem mais um calote na praça.
 
Pecuaristas da região sul do Estado, responsáveis pela maior parte do fornecimento das cerca de 600 cabeças/dia levadas a abate na planta de Rondonópolis, receiam que a justificativa de “descompasso no fluxo de caixa”, concedida à guisa de explicação para a interrupção dos pagamentos, seja, ao fim, mais um doloroso processo de “recuperação judicial”, como de praxe, lento, arrastado e com prejuízos aos produtores.
 
Luciano Vacari, superintendente da ACRIMAT (Associação dos Criadores de Mato Grosso) concedeu entrevista coletiva à imprensa constatando a interrupção da escala de abate sem, contudo, conseguir contato com o responsável pelo Grupo Industrial “Mata Boi”, com o prenome de Murilo, para afastar os temores dos pecuaristas.
 
Privilégios ao JBS e Marfrig
 
Na visão da ACRIMAT há, além dos problemas de gestão próprios de cada planta industrial que provocaram a sucessão de calotes, uma questão de fundo: os privilégios concedidos aos grupos JBS e Marfrig que, a pretexto de se internacionalizarem, receberam polpudos empréstimos subsidiados do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Foi assim que as duas empresas, somadas ao Frigorífico Bertin, conseguiram adquirir plantas industriais importantes na Argentina, Estados Unidos, Itália, entre outros países, privando os pequenos e médios frigoríficos nacionais de terem acesso a uma fonte de recursos a juros atraentes. O problema, segundo Vacari, é que essa atração aconteceu em detrimento do expressivo mercado produtor nacional e, em particular, Mato Grosso, onde o JBS, a despeito de sustentar-se com empréstimos subsidiados por todos nós, fechou a planta de Cáceres, deixando de gerar negócios e empregos aqui para criá-los em outras partes do mundo.
 
“Trata-se de uma política industrial claramente equivocada e danosa à indústria brasileira processadora de carne onde há, progressivamente, menos competição. Isso é uma evidente contradição, uma concepção política pública incompatível com a posição ocupada pelo Brasil de grande produtor de carne bovina mundial, e, em especial Mato Grosso, detentor do maior rebanho nacional”, completou.
 
Reestruturação do setor
 
Luciano Vacari procura vocalizar o pensamento dos pecuaristas que descartam a possibilidade de virem, no futuro, por associações ou movimentos cooperativos, gerir unidades frigoríficas. Para ele algumas experiências foram mal sucedidas o que demonstra que a vocação da classe se expressa, com maior competência, da porteira para dentro, onde conseguem produzir, de forma competitiva, em custos e qualidade. “É esperar os desdobramentos dessa paralisação do abate em Rondonópolis, buscar mais informações junto aos empresários responsáveis pelas plantas industriais e torcer para que o “Mata Boi” retome os pagamentos e se mantenha em atividade. Por ora, apenas esperança”, finalizou.
 

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Eparre

 Apreensão


Há um clima de apreensão nos comitês de campanha. É aquela tensão difusa própria das retas finais de campanhas eleitorais.

 Janete


Janete Riva fez um baita esforço para chegar ao percentual de votos que exibiu na pesquisa Ibope. Ainda que ela ache o percentual subestimado é uma prova de prestígio político para quem nunca disputou mandato.

 Traquejo


Janete é traquejada. Consegue dialogar com todos. Tem simpatia. Conhece bem o Estado. Conversa com disposição e está sempre atenta a uma boa interlocução.

 Antes


Riva deveria ter desistido antes. Janete poderia aproveitar o impulso da campanha do marido e dar a sua própria roupagem à campanha. Ganharia no corte e feitio.

 Bancada


Há uma preocupação em construir uma espécie de "bunker" com uma boa bancada de deputados estaduais. Seria uma espécie de "enclave oposicionista" na Assembleia.

 Difícil


Pode até ser um projeto mas esbarra numa constatação: deputados são personalistas. Esquecem no dia seguinte da eleição que foram eleitos por quociente eleitoral que envolveu todo um arranjo partidário. Tendem a considerar o mandato como uma propriedade particular e não como uma delegação popular. Deputados em Mato Grosso precisam de apoio do governo para cevarem as respectivas bases. Essa é uma verdade inelutável e a praxis demonstra isso.

 Oposição necessária


A única oposição de peso foi enfrentada por Júlio Campos ao tempo do PDS e MDB (PMDB). Fora disso nunca mais se viu Oposição de fato. Numericamente inexpressiva e ideologicamente invertebrada, a Oposição, quando existente sempre foi pontual, inorgânica e pouco consistente. Não se percebe como isso possa mudar e, mais ainda, se vai mudar.

Eparre

Terça, 30 de setembro de 2014
Otacílio Fernandes
O Silval vai ter que contratar uma banca de advogados em caráter permanente. Pelo que fez e pelo que deixou de fazer. É. Isso mesmo. Pelas obras que deviam ser bem feitas e foram feitas nas coxas e pelas lambanças que aprontou.

Terça, 30 de setembro de 2014
Tirso Melves
Venho espiando o site faz tempo. Vocês não terão vida fácil com o Taques. Aliás nunca vi nada do governo por aqui. Quanto vejo alguma propaganda nada mais são do que as que se veiculam nos demais. Então, tá. Fico com vocês.

Segunda, 29 de setembro de 2014
Natercio Amorim
Putz. Os chefes estavamolhando tudo. Homework dá nisso mesmo. Mas que é bom e como dá...Rs...rs...rs...rs...Muito boa a seleção de videos. O EPA é impagável nisso...

Segunda, 29 de setembro de 2014
Mario Fernandes
Alguém precisa dizer ao Taques que queremos uma gestão de verdade e não vingança jurídica. Seus tempos de procurador ficaram no passado ou vai passar 4 anos procurando? Vou refletir sobre essa posição do candidato. Que se faça a justiça encaminhando elementos aos órgãos jurídicos. O resto é governar se não pra que se candidatou?

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