Cuiabá (MT), quinta, 03 de setembro de 2015
Turma do Epa
Quinta, 24 de março de 2011, 18h13
Chapeu BOI SONSO

Paralisação do frigorífico Mata Boi pode não ser calote. Ainda!

Pecuaristas receiam que a justificativa de falta de caixa seja pretexto para pedido de recuperação judicial e posterior calote
Itamar Perenha  / Cuiabá-MT

 

Os pecuaristas reagiram com apreensão à notícia do fechamento temporário do Frigorífico “Mata Boi” em Rondonópolis, temendo mais um golpe no setor. Escaldados pelos prejuízos do 4 Marcos, Frialto, Estrela e Arantes Alimentos, entre outros, temem mais um calote na praça.
 
Pecuaristas da região sul do Estado, responsáveis pela maior parte do fornecimento das cerca de 600 cabeças/dia levadas a abate na planta de Rondonópolis, receiam que a justificativa de “descompasso no fluxo de caixa”, concedida à guisa de explicação para a interrupção dos pagamentos, seja, ao fim, mais um doloroso processo de “recuperação judicial”, como de praxe, lento, arrastado e com prejuízos aos produtores.
 
Luciano Vacari, superintendente da ACRIMAT (Associação dos Criadores de Mato Grosso) concedeu entrevista coletiva à imprensa constatando a interrupção da escala de abate sem, contudo, conseguir contato com o responsável pelo Grupo Industrial “Mata Boi”, com o prenome de Murilo, para afastar os temores dos pecuaristas.
 
Privilégios ao JBS e Marfrig
 
Na visão da ACRIMAT há, além dos problemas de gestão próprios de cada planta industrial que provocaram a sucessão de calotes, uma questão de fundo: os privilégios concedidos aos grupos JBS e Marfrig que, a pretexto de se internacionalizarem, receberam polpudos empréstimos subsidiados do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Foi assim que as duas empresas, somadas ao Frigorífico Bertin, conseguiram adquirir plantas industriais importantes na Argentina, Estados Unidos, Itália, entre outros países, privando os pequenos e médios frigoríficos nacionais de terem acesso a uma fonte de recursos a juros atraentes. O problema, segundo Vacari, é que essa atração aconteceu em detrimento do expressivo mercado produtor nacional e, em particular, Mato Grosso, onde o JBS, a despeito de sustentar-se com empréstimos subsidiados por todos nós, fechou a planta de Cáceres, deixando de gerar negócios e empregos aqui para criá-los em outras partes do mundo.
 
“Trata-se de uma política industrial claramente equivocada e danosa à indústria brasileira processadora de carne onde há, progressivamente, menos competição. Isso é uma evidente contradição, uma concepção política pública incompatível com a posição ocupada pelo Brasil de grande produtor de carne bovina mundial, e, em especial Mato Grosso, detentor do maior rebanho nacional”, completou.
 
Reestruturação do setor
 
Luciano Vacari procura vocalizar o pensamento dos pecuaristas que descartam a possibilidade de virem, no futuro, por associações ou movimentos cooperativos, gerir unidades frigoríficas. Para ele algumas experiências foram mal sucedidas o que demonstra que a vocação da classe se expressa, com maior competência, da porteira para dentro, onde conseguem produzir, de forma competitiva, em custos e qualidade. “É esperar os desdobramentos dessa paralisação do abate em Rondonópolis, buscar mais informações junto aos empresários responsáveis pelas plantas industriais e torcer para que o “Mata Boi” retome os pagamentos e se mantenha em atividade. Por ora, apenas esperança”, finalizou.
 

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Eparre

 "Operação Ventríloquo"


A Assembleia tem uma grande estrutura de apoio à atividade legislativa para possibilitar que os deputados se dediquem à atividade-fim: legislar.

 Lobby


O legislativo também é alvo de lobbies de todos os tipos. É natural e não é só o Legislativo matogrossense. Quem já frequentou a Câmara dos Deputados Federais fica assustado com o número de transações de todos os tipos que buscam apoio parlamentar.

 Pode e não pode


Há ações que podem acontecer através do Legislativo. Categorias profissionais se movimentam ostensivamente em busca de apoio parlamentar às respectivas pretensões. Com direito a lotar galerias e faixas.

 Silenciosas


Mas as "ações silenciosas" parecem ser as mais eficientes. Às vezes as conversas ocorrem mesmo no "mano a mano". Como se desdobram lá adiante é outra etapa.

 Reclamações


Há reclamações de toda a ordem e natureza quando a esse funcionamento de órgãos legislativos e autarquias quando a norma geral é a da transparência.
É o que se pede: transparência. Muitas vezes ela está lá, devidamente escrita e o problema, às vezes, reside no leitor e na respectiva compreensão.

 "Maracutaias"


Ouvi um comentário interessante sobre as "maracutaias". Para se ter ideia de sua existência e dimensão no tempo ouvi de um religioso que o próprio Cristo, certa feita, se indispôs com os "vendilhões" que operavam no Templo. A Casa do Senhor era profanada diariamente sem que ninguém se indignasse até a insurgência de Jesus.

 Sinédrio


O julgamento de Jesus pelo Sinédio foi uma farsa. Ele já adentrou àquela pretensa Casa de Justiça previamente condenado. Buscava-se tão somente uma aura de legitimidade para o crime que se perpetrava. Se há alguma diferença entre o que acontece nos Tribunais de hoje é difícil notar. Talvez não com tanta notoriedade histórica, mas, que existem os culpados inocentados e os inocentes condenados não há a menor dúvida.

Eparre

Quinta, 09 de julho de 2015
Decio de Assis
É preocupante o que se lê por aqui. Mas a plutocracia é demais.

Quinta, 09 de julho de 2015
Luiz Carlos
Gosto muito do site. Gosto da coluna. A metáfora é atual. Condena-se, como no caso de Dirceu, o voto profano do juiz Moro, proclamado pela incompetente "Rosa Weber: condeno porque a literatura jurídica me permite". Provas: quais? Ah! O Evento social de que Dirceu e alguns servidores participaram publicamente em BH com a Katia Abreu, a dançarina que dançou no "mensalão" que deve estar até hj procurando saber porque.

Domingo, 07 de junho de 2015
Frederico
A gente lê a coluna e se põe em guarda. Quem a escreveu merece aplausos pela lembrança de que "eu posso ser você amanhã". Ou seja, quem aplaude a Justiça sacana contra o Riva poderá vir a ter essa mesma Justiça contra si. Ninguém está livre de escorregar numa casca de banana. Os que não entenderam a coluna podem continuar mamando.

Domingo, 07 de junho de 2015
joão bragion neto
Só não entendo porque para os empregados domésticos, o aviso prévio terá considerações especiais, como o acréscimo de dias proporcionais ao tempo de serviço, sendo que as demais categorias profissionais não gozam deste direito!Isso não é elitista? Os direitos não deveriam ser iguais para todos?? Porque será?....??

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