Cuiabá (MT), quinta, 31 de julho de 2014
Turma do Epa
Quinta, 24 de março de 2011, 18h13
Chapeu BOI SONSO

Paralisação do frigorífico Mata Boi pode não ser calote. Ainda!

Pecuaristas receiam que a justificativa de falta de caixa seja pretexto para pedido de recuperação judicial e posterior calote
Itamar Perenha  / Cuiabá-MT

 

Os pecuaristas reagiram com apreensão à notícia do fechamento temporário do Frigorífico “Mata Boi” em Rondonópolis, temendo mais um golpe no setor. Escaldados pelos prejuízos do 4 Marcos, Frialto, Estrela e Arantes Alimentos, entre outros, temem mais um calote na praça.
 
Pecuaristas da região sul do Estado, responsáveis pela maior parte do fornecimento das cerca de 600 cabeças/dia levadas a abate na planta de Rondonópolis, receiam que a justificativa de “descompasso no fluxo de caixa”, concedida à guisa de explicação para a interrupção dos pagamentos, seja, ao fim, mais um doloroso processo de “recuperação judicial”, como de praxe, lento, arrastado e com prejuízos aos produtores.
 
Luciano Vacari, superintendente da ACRIMAT (Associação dos Criadores de Mato Grosso) concedeu entrevista coletiva à imprensa constatando a interrupção da escala de abate sem, contudo, conseguir contato com o responsável pelo Grupo Industrial “Mata Boi”, com o prenome de Murilo, para afastar os temores dos pecuaristas.
 
Privilégios ao JBS e Marfrig
 
Na visão da ACRIMAT há, além dos problemas de gestão próprios de cada planta industrial que provocaram a sucessão de calotes, uma questão de fundo: os privilégios concedidos aos grupos JBS e Marfrig que, a pretexto de se internacionalizarem, receberam polpudos empréstimos subsidiados do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Foi assim que as duas empresas, somadas ao Frigorífico Bertin, conseguiram adquirir plantas industriais importantes na Argentina, Estados Unidos, Itália, entre outros países, privando os pequenos e médios frigoríficos nacionais de terem acesso a uma fonte de recursos a juros atraentes. O problema, segundo Vacari, é que essa atração aconteceu em detrimento do expressivo mercado produtor nacional e, em particular, Mato Grosso, onde o JBS, a despeito de sustentar-se com empréstimos subsidiados por todos nós, fechou a planta de Cáceres, deixando de gerar negócios e empregos aqui para criá-los em outras partes do mundo.
 
“Trata-se de uma política industrial claramente equivocada e danosa à indústria brasileira processadora de carne onde há, progressivamente, menos competição. Isso é uma evidente contradição, uma concepção política pública incompatível com a posição ocupada pelo Brasil de grande produtor de carne bovina mundial, e, em especial Mato Grosso, detentor do maior rebanho nacional”, completou.
 
Reestruturação do setor
 
Luciano Vacari procura vocalizar o pensamento dos pecuaristas que descartam a possibilidade de virem, no futuro, por associações ou movimentos cooperativos, gerir unidades frigoríficas. Para ele algumas experiências foram mal sucedidas o que demonstra que a vocação da classe se expressa, com maior competência, da porteira para dentro, onde conseguem produzir, de forma competitiva, em custos e qualidade. “É esperar os desdobramentos dessa paralisação do abate em Rondonópolis, buscar mais informações junto aos empresários responsáveis pelas plantas industriais e torcer para que o “Mata Boi” retome os pagamentos e se mantenha em atividade. Por ora, apenas esperança”, finalizou.
 

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Eparre

 Defesa veemente


Riva promete usar o horário eleitoral gratuito para demonstrar a perseguição política de que foi alvo durante os 5 mandatos que obteve. "Não serão 104 ações, mas, 1.000 ações".

 Surpresa?


Em verdade o candidato se refere às mais de 1.000 ações em prol das comunidades a que atendeu durante o exercício dos mandatos que o povo lhe outorgou. Tem um elenco de realizações a mostrar e vai aproveitar para o fazer.

 Pré-falência


Exemplos não faltam. A Assembleia não pagava luz ou telefone há pelo menos 15 anos quando Riva assumiu a presidência. Funcionários e fornecedores sofriam para receber. Chegou ao ponto em que a Assembleia precisava implorar para que algum fornecedor lhe vendesse uma resma de papel. E assim, sucessivamente.

 Resgate


Riva garante ter resgatado a credibilidade do Legislativo. Em valores corrigidos a Assembleia gasta hoje, em proporção do Orçamento, o que gastava lá atrás. Como sustentar as acusações que lhe foram imputadas?

 Trucagem


Para tansformar processos em 104 foi necessária uma trucagem jurídica que tomou corpo na Operação "Arca de Noé". A cada fornecedor um processo como se todos não pudessem ser reunidos numa única e hipotética transgressão. Aí se abasteceu a mídia com informações deformadas para criar o mostrengo.

 Abatendo o monstro


Para Riva será a oportunidade de abater o "monstro". O candidato, caso perca a eleição, voltará à cidadania comum e, sem foro privilegiado, pretende se defender sem receios. Vai continuar de cabeça erguida, pois, como diz, "nunca roube, nunca furtei. Nunca fiz mal a ninguém".

 Disposição


E Riva garante que não lhe faltará disposição para isso, pois, não pretende permitir que conspurquem a sua história de vida como fizeram até agora.

 "Campanhas franciscanas"


Ao que parece não será só a campanha de Taques uma "campanha franciscana". As demais campanhas já estão procurando as "sandálias", pois, cada uma a seu modo, não serão tão diferentes.

Eparre

Terça, 29 de julho de 2014
Lauro
Acho que a verdade sobre essas defecções está no que foi dito aqui. É $$$$. A moçada está com muita sede e o $$$$ difícil. E ainda é cedo. Basta por o Taques para andar que o resto vai se ajeitando como os sacos de batatas num caminhão lotado. No primeiro chacoalho ou se ajeita ou cai. Ou melhor. Desiste.

Terça, 29 de julho de 2014
Decio
Lauro: nunca vi tanta imbecilidade. Lógico que tudo isso tem a ver com grana, material, apoio, carro de som. É a tal de "e$trutura" que os candidados a deputado estadual falam. O que eles querem é $$$$$$$. Como o Taques não abriu a boroca tá uma secura geral. Ah. Só pra lembrar. O Lúdio deve estar sentindo muita falta do Éder. O Riva está com o bolso costurado. Com linha 200.

Terça, 29 de julho de 2014
Décio de Assis
O Pagot sabe das coisas. Arrumar dinheiro não é fácil. E o Taques não faz o tipo de que quer "investidores", ou, pelo menos, disfarça bem. As conversas são reservadas. As arcas devem ser providas. Dizem que se o Eraí não corresponder o Blairo vai contribuir.

Terça, 29 de julho de 2014
Plinio
Só para esclarecer. Ninguém sabe como são feitas as salsichas pois se soubessem não comeriam mais "cachorro quente". Ninguém sabe como são eleitos governadores e como estes governam. Se soubessem não votariam.

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