Cuiabá (MT), sexta, 28 de novembro de 2014
Turma do Epa
Quinta, 24 de março de 2011, 18h13
Chapeu BOI SONSO

Paralisação do frigorífico Mata Boi pode não ser calote. Ainda!

Pecuaristas receiam que a justificativa de falta de caixa seja pretexto para pedido de recuperação judicial e posterior calote
Itamar Perenha  / Cuiabá-MT

 

Os pecuaristas reagiram com apreensão à notícia do fechamento temporário do Frigorífico “Mata Boi” em Rondonópolis, temendo mais um golpe no setor. Escaldados pelos prejuízos do 4 Marcos, Frialto, Estrela e Arantes Alimentos, entre outros, temem mais um calote na praça.
 
Pecuaristas da região sul do Estado, responsáveis pela maior parte do fornecimento das cerca de 600 cabeças/dia levadas a abate na planta de Rondonópolis, receiam que a justificativa de “descompasso no fluxo de caixa”, concedida à guisa de explicação para a interrupção dos pagamentos, seja, ao fim, mais um doloroso processo de “recuperação judicial”, como de praxe, lento, arrastado e com prejuízos aos produtores.
 
Luciano Vacari, superintendente da ACRIMAT (Associação dos Criadores de Mato Grosso) concedeu entrevista coletiva à imprensa constatando a interrupção da escala de abate sem, contudo, conseguir contato com o responsável pelo Grupo Industrial “Mata Boi”, com o prenome de Murilo, para afastar os temores dos pecuaristas.
 
Privilégios ao JBS e Marfrig
 
Na visão da ACRIMAT há, além dos problemas de gestão próprios de cada planta industrial que provocaram a sucessão de calotes, uma questão de fundo: os privilégios concedidos aos grupos JBS e Marfrig que, a pretexto de se internacionalizarem, receberam polpudos empréstimos subsidiados do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Foi assim que as duas empresas, somadas ao Frigorífico Bertin, conseguiram adquirir plantas industriais importantes na Argentina, Estados Unidos, Itália, entre outros países, privando os pequenos e médios frigoríficos nacionais de terem acesso a uma fonte de recursos a juros atraentes. O problema, segundo Vacari, é que essa atração aconteceu em detrimento do expressivo mercado produtor nacional e, em particular, Mato Grosso, onde o JBS, a despeito de sustentar-se com empréstimos subsidiados por todos nós, fechou a planta de Cáceres, deixando de gerar negócios e empregos aqui para criá-los em outras partes do mundo.
 
“Trata-se de uma política industrial claramente equivocada e danosa à indústria brasileira processadora de carne onde há, progressivamente, menos competição. Isso é uma evidente contradição, uma concepção política pública incompatível com a posição ocupada pelo Brasil de grande produtor de carne bovina mundial, e, em especial Mato Grosso, detentor do maior rebanho nacional”, completou.
 
Reestruturação do setor
 
Luciano Vacari procura vocalizar o pensamento dos pecuaristas que descartam a possibilidade de virem, no futuro, por associações ou movimentos cooperativos, gerir unidades frigoríficas. Para ele algumas experiências foram mal sucedidas o que demonstra que a vocação da classe se expressa, com maior competência, da porteira para dentro, onde conseguem produzir, de forma competitiva, em custos e qualidade. “É esperar os desdobramentos dessa paralisação do abate em Rondonópolis, buscar mais informações junto aos empresários responsáveis pelas plantas industriais e torcer para que o “Mata Boi” retome os pagamentos e se mantenha em atividade. Por ora, apenas esperança”, finalizou.
 

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Eparre

 MPE x PGE


Dorgival Veras, ex-procurador geral do Estado, foi excluído da Operação "Cartas Marcadas" em sede de habeas corpus decidido pelo Tribunal de Justiça que nem, ao menos, constatou a emissão de pareceres sobre cartas de crédito cabendo-lhe, tão somente, gerenciar a rotina da instituição que chefiou.

 Inclusão


O MPE, a despeito da decisão tomada pelo Tribunal, propôs a incriminação do ex-procurador-geral incluindo-o, de vez, na "Operação Cartas Marcadas", talvez para que o assunto, já debatido, fosse submetido a reexame. Ou se tem informação de mais ou informação de menos nesse caso. De resto, apenas estranheza.

 Os "reis das cartas"


A operação com essa "quase moeda" para a liquitação de passivos tributários com o Estado foi um manah para muitos. Foi um arranjo interessante, até certo ponto, para servidores que, de outra forma, teriam imensas dificuldades para reaver créditos decorrentes da emenda Roberto França que visou corrigir injustiças que começaram em períodos anteriores com os atrasos no pagamento de servidores.

 Certas ou erradas?


Houve cartas "certas" e outras, por certo - parece até cacofonia - "marcadas" como se popularizou a ação conduzida pelo MPE.

 Mecanismos incompreensíveis


A engenharia financeira para o resgate do principal, correção de haveres e participação do Funajuris era uma obra para iniciados. A cada nova fornada renovando a Lei Bosaipo (a primeira que tratou do assunto) alguns novos penduricalhos tornando o emaranhado cada vez mais difícil de ser compreendido.

 Fábrica de lucros


Os "deságios" foram as verdadeiras "fábricas de lucros". A "mão invisível" do mercado atuou na fixação de valores e até estabeleceu gradações de confiabilidade nos instrumentos de crédito emitidos. Há até quem diga que cartas iguais receberam tratamentos diferentes e, já transitadas e sem reclamações, transformaram-se em caso encerrado. Até quando?

Eparre

Quinta, 27 de novembro de 2014
Sergio Araujo
A juíza agiu de forma desassombrada e em sintonia com o que pensa a sociedade. Por acaso não viram a manifestação pela escolha de conselheiros "fichas limpas"? Muito bem feito.

Quarta, 26 de novembro de 2014
Ubiraci
Essa decisão é de uma estupidez insana. Quer dizer que os atos praticados pelo sr. Humberto como conselheiro será, também, nulos? Ora...se já geraram efeitos como nulificar? Nenhum tribunal vai sustentar tamanha idiotice.

Quarta, 26 de novembro de 2014
Edson Luiz
O Blairo tem feito alguma coisa pelos municípios. A gente esperava mais, mas...

Quarta, 26 de novembro de 2014
Fabrício
Caras. Gostei da reportagem sobre os avanços e recuos do Taques. é assim mesmo. O cara é meio perfeccionista e não quer errar. Deve ser por isso.

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