Cuiabá (MT), sábado, 23 de agosto de 2014
Turma do Epa
Quinta, 24 de março de 2011, 18h13
Chapeu BOI SONSO

Paralisação do frigorífico Mata Boi pode não ser calote. Ainda!

Pecuaristas receiam que a justificativa de falta de caixa seja pretexto para pedido de recuperação judicial e posterior calote
Itamar Perenha  / Cuiabá-MT

 

Os pecuaristas reagiram com apreensão à notícia do fechamento temporário do Frigorífico “Mata Boi” em Rondonópolis, temendo mais um golpe no setor. Escaldados pelos prejuízos do 4 Marcos, Frialto, Estrela e Arantes Alimentos, entre outros, temem mais um calote na praça.
 
Pecuaristas da região sul do Estado, responsáveis pela maior parte do fornecimento das cerca de 600 cabeças/dia levadas a abate na planta de Rondonópolis, receiam que a justificativa de “descompasso no fluxo de caixa”, concedida à guisa de explicação para a interrupção dos pagamentos, seja, ao fim, mais um doloroso processo de “recuperação judicial”, como de praxe, lento, arrastado e com prejuízos aos produtores.
 
Luciano Vacari, superintendente da ACRIMAT (Associação dos Criadores de Mato Grosso) concedeu entrevista coletiva à imprensa constatando a interrupção da escala de abate sem, contudo, conseguir contato com o responsável pelo Grupo Industrial “Mata Boi”, com o prenome de Murilo, para afastar os temores dos pecuaristas.
 
Privilégios ao JBS e Marfrig
 
Na visão da ACRIMAT há, além dos problemas de gestão próprios de cada planta industrial que provocaram a sucessão de calotes, uma questão de fundo: os privilégios concedidos aos grupos JBS e Marfrig que, a pretexto de se internacionalizarem, receberam polpudos empréstimos subsidiados do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Foi assim que as duas empresas, somadas ao Frigorífico Bertin, conseguiram adquirir plantas industriais importantes na Argentina, Estados Unidos, Itália, entre outros países, privando os pequenos e médios frigoríficos nacionais de terem acesso a uma fonte de recursos a juros atraentes. O problema, segundo Vacari, é que essa atração aconteceu em detrimento do expressivo mercado produtor nacional e, em particular, Mato Grosso, onde o JBS, a despeito de sustentar-se com empréstimos subsidiados por todos nós, fechou a planta de Cáceres, deixando de gerar negócios e empregos aqui para criá-los em outras partes do mundo.
 
“Trata-se de uma política industrial claramente equivocada e danosa à indústria brasileira processadora de carne onde há, progressivamente, menos competição. Isso é uma evidente contradição, uma concepção política pública incompatível com a posição ocupada pelo Brasil de grande produtor de carne bovina mundial, e, em especial Mato Grosso, detentor do maior rebanho nacional”, completou.
 
Reestruturação do setor
 
Luciano Vacari procura vocalizar o pensamento dos pecuaristas que descartam a possibilidade de virem, no futuro, por associações ou movimentos cooperativos, gerir unidades frigoríficas. Para ele algumas experiências foram mal sucedidas o que demonstra que a vocação da classe se expressa, com maior competência, da porteira para dentro, onde conseguem produzir, de forma competitiva, em custos e qualidade. “É esperar os desdobramentos dessa paralisação do abate em Rondonópolis, buscar mais informações junto aos empresários responsáveis pelas plantas industriais e torcer para que o “Mata Boi” retome os pagamentos e se mantenha em atividade. Por ora, apenas esperança”, finalizou.
 

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Eparre

 Judicialização na política


A AMAM - Associação Matogrossense de Magistrados - realiza um seminário abordando a temática "Judicialização na Política" contando com a presença do Ministro Gilmar Mendes, do STF, um dos palestrantes.

 Taques x Riva


A disputa Taques x Riva talvez seja, no âmbito local, um dos mais eloquentes exemplos da judicialização na política. Taques quer evitar que Riva continue dizendo que ele e a esposa também figuram na Operação Ararath.

 R$ 20.000,00/dia

Taques pede uma multa de R$ 20.000,00/dia caso o deputado seja condenado à "proibição de mencionar a possível investigação de Taques e esposa na Operação Ararath" baseado no entendimento de que a simples menção ao seu nome nos autos sem a consequente instauração de uma ação penal no âmbito do STF - foro por prerrogativa de função dos senadores - é sinal evidente de ausência de elementos para sustentar a acusação formulada pelo deputado.

 Filigrana jurídica?


A interpretação é, por ora, a que mais convém a Pedro Taques e obter respaldo judicial é visto como importante arma de campanha.

 "In concreto"


Até agora o que se tem de concreto é que o senador e esposa chegaram a figurar nos autos sem que as autoridades vislumbrassem, até agora, qualquer indício ou comprometimento do senador e a respectiva. Trata-se, então, de juízo de valor presente.

 Prodigalidade


Vê-se, portanto, que a "judicialização na política" é um tema oportuno já que a propositura de ações pode atender tanto a objetivos políticos imediatos quanto a infrações do ordenamento jurídico. No primeiro caso o que se busca é uma repercussão na mídia independente do resultado. Demandas de outra natureza, contudo, podem conseguir agasalho no Judiciário como tem acontecido em muitos casos. O tema é atual já que o Judiciário deve analisar tudo aquilo que lhe for proposto, como dispõe a Constituição Federal.

Eparre

Sexta, 22 de agosto de 2014
Lucio Almeida
Acho que todos nós somos investigados todos os dias. A gente troca 2 beijinhos com amigos - beijos no rosto - e minha mulher parece perdigueiro: "de quem é esse perfume? Como foi isso?" E tome explicações. Então, ser investigado, não é nada demais. Estar no rolo da Operação Ararath não tem nada a ver. Se olharam o Fernando Mendonça acharam também o Taques e o Taques não tem nada a ver como parece que até o Fernando não tem nada a ver. Então porque isso? O Taques vai precisar de um Judiciário só pra ele. Uma hora é pra deixar o Muvuca longe dele, outra pro Riva deixar de falar dele. Quero ver quando ele tomar cacete da imprensa pelas merdas que fizer se chegar a ser governador do Estado. Cruz credo!

Sexta, 22 de agosto de 2014
Fabricio
Acho incrível essa briga entre o Taques e o Riva. E daí? O Taques está lá nos autos da Operação Ararath. Se não foi indiciado ou processado é outro Departamento. Foi, sim, investigado e não adianta querer enganar.

Terça, 19 de agosto de 2014
Plinio
Eita coluna bonita. Também acho. Mas você não é da mídia?

Domingo, 17 de agosto de 2014
Joacir
Acho que a análise do EPA está bem certinha. Marina tem mais carisma e já se apresentou em eleição presidencial. Aécio é o que mais vai perder votos. Provavelmente não vá ao segundo turno mas em compensação poderemos ter outra mulher na presidência e desta vez, lunática, messiânica e performática com recheio de tripa na cabeça.Ah! Guilherme Leal (Natural, Pedro Moreira Sales e Roberto Setúbal vai tripular o mandato presidencial. Ou, pelo menos, pensam que vão. Chegando lá a Marina dá uma banana pra cada um e vai fazer o que lhe der na cabeça.

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