Cuiabá (MT), segunda, 24 de novembro de 2014
Turma do Epa
Quinta, 24 de março de 2011, 18h13
Chapeu BOI SONSO

Paralisação do frigorífico Mata Boi pode não ser calote. Ainda!

Pecuaristas receiam que a justificativa de falta de caixa seja pretexto para pedido de recuperação judicial e posterior calote
Itamar Perenha  / Cuiabá-MT

 

Os pecuaristas reagiram com apreensão à notícia do fechamento temporário do Frigorífico “Mata Boi” em Rondonópolis, temendo mais um golpe no setor. Escaldados pelos prejuízos do 4 Marcos, Frialto, Estrela e Arantes Alimentos, entre outros, temem mais um calote na praça.
 
Pecuaristas da região sul do Estado, responsáveis pela maior parte do fornecimento das cerca de 600 cabeças/dia levadas a abate na planta de Rondonópolis, receiam que a justificativa de “descompasso no fluxo de caixa”, concedida à guisa de explicação para a interrupção dos pagamentos, seja, ao fim, mais um doloroso processo de “recuperação judicial”, como de praxe, lento, arrastado e com prejuízos aos produtores.
 
Luciano Vacari, superintendente da ACRIMAT (Associação dos Criadores de Mato Grosso) concedeu entrevista coletiva à imprensa constatando a interrupção da escala de abate sem, contudo, conseguir contato com o responsável pelo Grupo Industrial “Mata Boi”, com o prenome de Murilo, para afastar os temores dos pecuaristas.
 
Privilégios ao JBS e Marfrig
 
Na visão da ACRIMAT há, além dos problemas de gestão próprios de cada planta industrial que provocaram a sucessão de calotes, uma questão de fundo: os privilégios concedidos aos grupos JBS e Marfrig que, a pretexto de se internacionalizarem, receberam polpudos empréstimos subsidiados do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Foi assim que as duas empresas, somadas ao Frigorífico Bertin, conseguiram adquirir plantas industriais importantes na Argentina, Estados Unidos, Itália, entre outros países, privando os pequenos e médios frigoríficos nacionais de terem acesso a uma fonte de recursos a juros atraentes. O problema, segundo Vacari, é que essa atração aconteceu em detrimento do expressivo mercado produtor nacional e, em particular, Mato Grosso, onde o JBS, a despeito de sustentar-se com empréstimos subsidiados por todos nós, fechou a planta de Cáceres, deixando de gerar negócios e empregos aqui para criá-los em outras partes do mundo.
 
“Trata-se de uma política industrial claramente equivocada e danosa à indústria brasileira processadora de carne onde há, progressivamente, menos competição. Isso é uma evidente contradição, uma concepção política pública incompatível com a posição ocupada pelo Brasil de grande produtor de carne bovina mundial, e, em especial Mato Grosso, detentor do maior rebanho nacional”, completou.
 
Reestruturação do setor
 
Luciano Vacari procura vocalizar o pensamento dos pecuaristas que descartam a possibilidade de virem, no futuro, por associações ou movimentos cooperativos, gerir unidades frigoríficas. Para ele algumas experiências foram mal sucedidas o que demonstra que a vocação da classe se expressa, com maior competência, da porteira para dentro, onde conseguem produzir, de forma competitiva, em custos e qualidade. “É esperar os desdobramentos dessa paralisação do abate em Rondonópolis, buscar mais informações junto aos empresários responsáveis pelas plantas industriais e torcer para que o “Mata Boi” retome os pagamentos e se mantenha em atividade. Por ora, apenas esperança”, finalizou.
 

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Eparre

 Anti-empreiteiras


O discurso prevalecente na equipe de transição do governador eleito Pedro Taques denota um nítido viés "anti-empreiteiras", por sinal, potencializado com as manchetes cada vez mais virulentas sobre a "Operação Lava Jato".

 Quem fará as obras?


Fica-se com a nítida impressão de que o próprio Estado é quem fará as obras tamanha a ojeriza desenvolvida contras as empreiteiras. Dizem, por sinal, que não foram sequer aceitas doações de campanha desses tradicionais doadores.

 Revisão de contratos


A "revisão de contratos" das empreiteiras que ainda têm obras em andamento - a se acreditar no discurso - será inevitável e implicará, por dever de ofício, na avaliação das planilhas de custo e a relação com os projetos executivos das obras.

 Vida dura


As empreiteiras vão enfrentar "pedreira" na próxima gestão. A contratação de obras será examinada com "lupa". Contratos que ultrapassaram a administração Silval Barbosa serão submetidos a rigoroso escrutínio para a devida economia das arcas públicas.

 Mercado restrito


O "mercado de obras públicas" é restrito. Há quem entenda que poucas empresas entram no jogo por ação de quem já se encontra a bom tempo prestando serviços ao Estado e se dimensionou para bons volumes de obras e lucros. A cupidez das empreiteiras, de fato, leva a crer que este é um mercado restrito e de poucos "players" como é usual se dizer.

 Livre concorrência e cartelização


A "cartelização" nesse ambiente é quase inevitável. Para maximizar lucros e até atender a demandas futuras de doações para campanhas, as empreiteiras tratam de inflar os respectivos preços para manter as regras do jogo. Ah! Bom lembrar: o pessoal do ramo não acha boa uma possível mudança nas regras do jogo. Vai promover uma redução geral na última linha do balanço. Em outras palavras: reduzir lucros.

Eparre

Segunda, 24 de novembro de 2014
K.W.
Sinto uma percepção mais aguda de vocês em relação às falas do Pivetta em relação à transição e até sobre a postura do Taques. Será que vocês só sabem ser do contra?

Quarta, 19 de novembro de 2014
Pedro Amorim
Vocês acham que o conselheiro Domingos Neto não influiu na reprovação das contas da Prefeitura de Várzea Grande e abriu a picada para a intervenção do MP? Os Campos ainda não estão mortos politicamente e Jayme quer voltar à Prefeitura. Ele adora governar Várzea Grande.

Quarta, 19 de novembro de 2014
Doraci de Almeida
Eu não sei porque toda essa pirotecnia para encarar o Wallace. Bastavam os mandados e assunto encerrado. O trabalho seria feito do mesmo jeito. O espetáculo é para desgastar o prefeito com a opinião pública.

Segunda, 17 de novembro de 2014
Pedro Amorim
A OAS, Camargo Correia, Odebrecht, Mendes Jr., Andrade Gutierrez, e outras, sempre foram financiadoras de campanhas eleitorais. E vocês acham que o dinheiro saía do bolso delas? Então é melhor fazer o financiamento público e quem for pego com dinheiro alheio perde o mandato. Fim de papo.

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