Cuiabá (MT), quinta, 02 de julho de 2015
Turma do Epa
Quinta, 24 de março de 2011, 18h13
Chapeu BOI SONSO

Paralisação do frigorífico Mata Boi pode não ser calote. Ainda!

Pecuaristas receiam que a justificativa de falta de caixa seja pretexto para pedido de recuperação judicial e posterior calote
Itamar Perenha  / Cuiabá-MT

 

Os pecuaristas reagiram com apreensão à notícia do fechamento temporário do Frigorífico “Mata Boi” em Rondonópolis, temendo mais um golpe no setor. Escaldados pelos prejuízos do 4 Marcos, Frialto, Estrela e Arantes Alimentos, entre outros, temem mais um calote na praça.
 
Pecuaristas da região sul do Estado, responsáveis pela maior parte do fornecimento das cerca de 600 cabeças/dia levadas a abate na planta de Rondonópolis, receiam que a justificativa de “descompasso no fluxo de caixa”, concedida à guisa de explicação para a interrupção dos pagamentos, seja, ao fim, mais um doloroso processo de “recuperação judicial”, como de praxe, lento, arrastado e com prejuízos aos produtores.
 
Luciano Vacari, superintendente da ACRIMAT (Associação dos Criadores de Mato Grosso) concedeu entrevista coletiva à imprensa constatando a interrupção da escala de abate sem, contudo, conseguir contato com o responsável pelo Grupo Industrial “Mata Boi”, com o prenome de Murilo, para afastar os temores dos pecuaristas.
 
Privilégios ao JBS e Marfrig
 
Na visão da ACRIMAT há, além dos problemas de gestão próprios de cada planta industrial que provocaram a sucessão de calotes, uma questão de fundo: os privilégios concedidos aos grupos JBS e Marfrig que, a pretexto de se internacionalizarem, receberam polpudos empréstimos subsidiados do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Foi assim que as duas empresas, somadas ao Frigorífico Bertin, conseguiram adquirir plantas industriais importantes na Argentina, Estados Unidos, Itália, entre outros países, privando os pequenos e médios frigoríficos nacionais de terem acesso a uma fonte de recursos a juros atraentes. O problema, segundo Vacari, é que essa atração aconteceu em detrimento do expressivo mercado produtor nacional e, em particular, Mato Grosso, onde o JBS, a despeito de sustentar-se com empréstimos subsidiados por todos nós, fechou a planta de Cáceres, deixando de gerar negócios e empregos aqui para criá-los em outras partes do mundo.
 
“Trata-se de uma política industrial claramente equivocada e danosa à indústria brasileira processadora de carne onde há, progressivamente, menos competição. Isso é uma evidente contradição, uma concepção política pública incompatível com a posição ocupada pelo Brasil de grande produtor de carne bovina mundial, e, em especial Mato Grosso, detentor do maior rebanho nacional”, completou.
 
Reestruturação do setor
 
Luciano Vacari procura vocalizar o pensamento dos pecuaristas que descartam a possibilidade de virem, no futuro, por associações ou movimentos cooperativos, gerir unidades frigoríficas. Para ele algumas experiências foram mal sucedidas o que demonstra que a vocação da classe se expressa, com maior competência, da porteira para dentro, onde conseguem produzir, de forma competitiva, em custos e qualidade. “É esperar os desdobramentos dessa paralisação do abate em Rondonópolis, buscar mais informações junto aos empresários responsáveis pelas plantas industriais e torcer para que o “Mata Boi” retome os pagamentos e se mantenha em atividade. Por ora, apenas esperança”, finalizou.
 

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Eparre

 Doações de campanha


Interessante como se manifestaram tesoureiros de campanha. Os "tesoureiros" de todos os Partidos conhecem os doadores. Em outras palavras: o joguinho democrático é bancado pelos interessados. Voto tem preço e democracia tem custo. Sempre foi assim e não será diferente.

 Plutocracia


O Brasil pensou que iria enveredar para uma democracia. Nunca aconteceu. Dá-se apenas uma roupagem a um cassino onde já se sabe, previamente, que aqueles que dispõem dos maiores cacifes serão os vencedores. Assim temos um governo de "plutocratas" mas se quiserem esquecer o "l" pouca diferença faz no resultado. Acho, ainda, que as putas mereçam mais respeito.

 Constrangimento


Dilma foi falar de "petrolão" nos EUA. Havia uma regra de que as questões internas eram tratadas "internamente". A impressão que tive é de que a mídia resolveu incomodar para dar satisfação aos investidores americanos.

 Delator premiado e "cagueta"


Dilma condenou, de forma um tanto confusa, a "caguetagem" que agora têm nome novo: "delator", ou, "acusado colaborador". Nos velhos tempos os "caguetas" eram devidamente "patrolados por comparsas". Agora são "petrolados" e se transformam em vilões heróis. Pode? Claro! Isto é Brasil.

 Demonização do PT


Se for para "demonizar" o PT vale tudo. Doação eleitoral na forma da lei e contas aprovadas pela Justiça Eleitoral não significam nada. O governo petista recebe "propina". Quem está no poder leva "propina". É um conceito. Só vale para o PT. O Governo de São Paulo licitou a linha 6 do Metrô que ficou com a Odebrecht que, por sua vez, doou para o governador Alckmin. Com tucano não há coação. Há a velha e costumeira "colaboração" empresarial desinteressada. Deve existir até quem acredite nisso. Muita gente não vê o tempo passar e coloca bilhetinhos no chinelo e coloca na janela esperando Papai Noel.

Eparre

Domingo, 07 de junho de 2015
Frederico
A gente lê a coluna e se põe em guarda. Quem a escreveu merece aplausos pela lembrança de que "eu posso ser você amanhã". Ou seja, quem aplaude a Justiça sacana contra o Riva poderá vir a ter essa mesma Justiça contra si. Ninguém está livre de escorregar numa casca de banana. Os que não entenderam a coluna podem continuar mamando.

Domingo, 07 de junho de 2015
joão bragion neto
Só não entendo porque para os empregados domésticos, o aviso prévio terá considerações especiais, como o acréscimo de dias proporcionais ao tempo de serviço, sendo que as demais categorias profissionais não gozam deste direito!Isso não é elitista? Os direitos não deveriam ser iguais para todos?? Porque será?....??

Terça, 02 de junho de 2015
Honorato Almeida
Olha. Enquanto estiver em debate uma reforma política que parece que muda para deixar tudo pior, melhor ficar como está. A gente poderia escolher político no palitinho. É tudo a mesma merda.

Terça, 02 de junho de 2015
K.W.
Vcs devem estar aprontando alguma coisa. Só pode.

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